Projeto Meu Quintal

Projeto Meu Quintal, conheça nossas unidades de conservação!

Muito além de um camping 05/07/2011

Filed under: Geral — projetomeuquintal @ 10:50 pm

No dia 1 de julho começamos mais uma corrida atrás de unidades de conservação. Dessa vez, paramos em um local extremamente conhecido por sua área de camping, mas pouco conhecido por sua real essência. Após entrarmos em centenas de ruas erradas, deduzimos que a sede do parque poderia estar junto a Polícia Militar Ambiental. Fomos recepcionadas por aproximadamente cinco ou seis cães que latiam incansavelmente (quebrando as regras muito claras expostas em uma placa: SILÊNCIO).  Depois de causar um carnaval canino, um soldado veio ao nosso encontro e nos indicou a sede administrativa do parque (soldado pertencente ao CETAS, que ainda iremos comentar).

 

Finalmente chegamos à sede do Parque Estadual do Rio Vermelho. Este possui aproximadamente 1532 hectares, abriga inúmeras espécies da Mata Atlântica e sua região compreende entre as Bacias Hidrográficas da Lagoa da Conceição e dos rios Capivari e Ingleses, não esquecendo do importante aqüífero que se estende ao longo da porção norte do parque. Em 1962, a Estação Florestal do Rio Vermelho foi criada basicamente para a introdução de espécie de Pinus (vista ao longo da estrada de acesso ao parque).  Nos dias de hoje, essa espécie é dada como exótica e acabou descaracterizando grande parte da restinga. Em 1974, foi nomeado como Parque Florestal e atualmente é um Parque Estadual, segundo o SNUC. Porém, ao conversarmos com a chefe administrativa Elaine, o Parque continua sem plano de manejo. Quando perguntamos quanto ao andamento do plano, apenas recebemos a resposta de que seria dado o primeiro passo no próximo semestre. Ainda sobre o plano de manejo, existem intenções de criar algumas áreas proibidas para visitas, o que seria ideal para preservação desses locais que sofrem sempre do mesmo problema: LIXO. Fiscalizações são feitas pela Polícia Militar Ambiental aproximadamente 3 vezes por semana, mas ainda assim é difícil controlar a área imensa do parque.

Pertencente à área do PERV, a Praia do Moçambique, famosa por surfistas e pela bela feição, é atração requisitada por turistas. Uma estrada de acesso à praia nos trouxe uma sensação cinematográfica. Uma imensidão verde ao longo da via de terra nos deixou animadas quanto ao estado de preservação da UC. O Parque junto à Associação de Surf do Moçambique criou uma espécie de barreira com troncos para impedir o acesso de carros e motos ao longo das dunas; estas que abrigam a vegetação de restinga, responsável pela fixação de dunas. Portanto se forem ao Moçambique, por favor, protejam esse ecossistema. Infelizmente encontramos alguns rastros de lixo, um deles era entulho (não sabemos como algumas pessoas podem pensar que aquele local é parecido com um aterro) e outro bastante curioso e assustador, uma MACUMBA! Tantas esquinas para se fazer isso, escolhem logo uma UC?  Ser ecologicamente correto não irá afetar seus rituais exóticos! A natureza agradece.

 

Outro fato curioso é que ao procurar no site da FATMA no relatório de balneabilidade das praias, não vemos a praia do Moçambique sendo citada. O que é bastante contraditório, sendo esta praia uma área pertencente a uma Unidade de Conservação.

Existem projetos desenvolvidos e em desenvolvimento por universidades como UFSC, o qual o GIPEDU desenvolveu um projeto que propôs o zoneamento do parque (Projeto Parque Estadual Rio Vermelho) e a UDESC com um projeto para a avaliação do lençol freático do local. Interessados em estágio, devem procurar a própria FATMA (esperamos que mais pessoas sejam enviadas para o manejo do parque, visto que apenas 3 responsáveis trabalham para administrar 1532 hectares).

Junto ao Parque, encontra-se o CETAS – Centros de Triagem de Animais Silvestres, apoiados e supervisionados pelo IBAMA. Animais, resgatados pela polícia militar ambiental, são encaminhados para esses centros de reabilitação e tratamento. Próximo à sede, passamos por viveiros e ambientes criados para recepcionar os animais silvestres. Para interessados em voluntariado, a ONG R3animal está envolvida diretamente com o pessoal do CETAS, auxiliando no resgate, reabilitação e reintrodução dos bichos provenientes de ocorrências. E IMPORTANTE: para acionar a Polícia Ambiental disque 190 ou 3269-7111.

O Parque Estadual do Rio Vermelho apresenta um camping bastante conhecido, com áreas para piquenique e churrasqueiras, e uma base de escoteiros. Sentimos falta de programas de educação ambiental e exploração de ecoturismo já que a proposta de um Parque, segundo o SNUC, é exatamente a educação ambiental com o contato com a natureza. Enquanto isso, esperamos a criação de um plano de manejo com propostas promissoras para um Parque com tanto potencial ecológico e beleza singular.

 

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Trilhas, jabutis e educação ambiental 04/07/2011

Filed under: Geral — projetomeuquintal @ 1:47 am

 

        Parque  Ecológico Municipal Prof. João Davi Ferreira Lima

        mais conhecido como, Parque Ecológico do Córrego Grande

Nossa visitação ao Parque Ecológico do Córrego Grande se deu em várias etapas, e com um grande prazer! Por que não nos animaríamos em ir a um parque pertinho da UFSC com lagos, trilhas, animais e área para piquenique? Depois da nossa primeira visita, vimos que o parque tinha muito mais a oferecer do que pensávamos e que uma única visita não seria suficiente. Voltamos outras vezes, conversamos com outras pessoas, e sempre muito bem atendidas.  E mais uma vez percebemos que o funcionamento dessas áreas se dá pela paixão das pessoas que ali trabalham e por elas acreditarem no trabalho que realizam.

Mas antes de realmente começarmos a falar sobre este parque, uma coisa precisa ser esclarecida. Não, ele não é uma Unidade de Conservação. Ele está enquadrado na categoria de Parque Urbano, que entre as prioridades estão a preservação da natureza e o bem estar da população local, mas não de acordo com SNUC.  Além disso, cada parque urbano diferencia-se dos outros pelos seus propósitos, que podem variar de complexos esportivos a jardins botânicos e zoológicos, porém, todos estão localizados dentro de uma região urbana. E apesar de não ser uma UC, optamos por visitar e divulgar o parque pela sua proximidade à UFSC e pelos diversos projetos desenvolvidos nele.

O parque está em uma área da União, mas a FLORAM, órgão municipal, administra-o através de uma secessão de uso acordada com o IBAMA. Conversando com o coordenador do parque há 10 anos, Vilson Luiz Neves, conhecemos a história do parque que já foi chácara de produção de leite e a primeira base de reflorestamento de Pinus ellioti no sul do Brasil, e que teve sua inauguração feita em 5 de agosto de 1994 e seu fechamento após 51 dias, devido a uma forte tempestade que resultou em duas mortes. Após esse acidente, o parque permaneceu fechado por 10 anos. O Coordenador também nos contou que o parque, de 21,5 hectares, recebe a visita de 6 a 8 colégios por dia, de segunda a sexta. Essas visitas são previamente agendadas e não são exclusivas para colégios. Aliás, em uma de nossas visitas, um grupo da Marinha do Brasil estava realizando a visita monitorada.

Essas visitas monitoradas fazem parte de um dos projetos realizados pelo grupo de Educação Ambiental da FLORAM. E para conhecê-los melhor, conversamos com a bióloga e chefe do Departamento de Educação Ambiental Sayonara de Castilhos Amaral. E é a partir dessa conversa que vocês entenderão o motivo de termos escolhido apresentar o Parque do Córrego Grande em nosso blog. Nós estávamos abismadas em como um parque, que não é uma UC, possuía diversos projetos, sendo um deles a visitação às UCs. E nosso espanto nem era por o próprio parque não ser uma UC, mas sim em como um parque realizava tantas atividades. E foi então que descobrimos que esses projetos não são realizados pelo parque, mas sim pela equipe de educação ambiental da FLORAM, que possui a sede de seu departamento dentro do parque. Então pensamos, as coisas por aqui estão realmente funcionando! A FLORAM investe em educação ambiental nos mais diversos projetos! Tem oficina de sabão, de papietagem e de papel artesanal; ajardinamento e arborização das escolas, educação ambiental na Estação de Tratamento de Água e na de Esgoto, nas Unidades de Conservação municipais e no Parque Ecológico do Córrego Grande (que são as visitas monitoradas); só para citar alguns exemplos. Maravilha…mas…

 Não, não é assim! A FLORAM tem seus três funcionários do departamento e um estagiário (sendo que deveriam ser dois) que atuam na execução dos projetos, mas o dinheiro para a realização destes não vem da FLORAM. Para a oficina de sabão  houve patrocínio de um restaurante; para o papel reciclado, um projeto foi escrito e aprovado em um concurso da Eletrosul; na oficina de papietagem, em que se mostra uma forma de produção de materiais usando papel e cola caseira, as pessoas que realizaam a oficina trazem o trigo para produzir a cola.

Outro projeto, que envolve a comunidade, e que gostaríamos de citar por ser muito legal é o Projeto Família Casca . Nele, as pessoas são convidadas a deixar seus resíduos orgânicos nos pontos de entrega do próprio parque para a posterior compostagem dos resíduos, onde eles se transformarão em adubo orgânico. Mas o que nós achamos muito legal desse projeto é que ele recolhe também óleo de fritura. Sabe aquele vidrinho que você tem na cozinha com o óleo usado, pois ele não deve ser despejado na pia, e você não sabe o que fazer com ele? Você pode deixar lá! É só colocar o óleo em garrafas PET com tampa e deixar nas caixas verdes.

Além dos projetos, o parque contém uma ótima infra-estrutura para visitantes. Tem três trilhas fáceis e curtas, brinquedos para as crianças, aparelhos para ginástica, pista para caminhada e corrida, jacaré-de-papo-amarelo, campos de areia de futebol e vôlei, mesas para piquiniques, coelhos, jabutis… Várias coisas que lhe fazem esquecer que você está no meio de Florianópolis, com aquele trânsito no Córrego Grande. Ah, só uma dica… cuidado com os gansos, eles costumam ser territorialistas e talvez lhe deem uma corrida!

Ganso após proteger seu território da gente - missão cumprida!

 

Defensores da Sustentabilidade 28/06/2011

Filed under: UCs Federais — projetomeuquintal @ 2:56 pm

 

Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé

Começamos nossa visita próximo ao mangue. Caminhamos algumas centenas de metros e não vimos ninguém. Estranhamos e provavelmente estávamos indo para o lado errado. Foi quando avistamos um senhor regando algumas flores e árvores de uma casinha de madeira. Começamos a nos aproximar e perguntamos aonde poderíamos achar a sede da Reserva Extrativista do Pirajubaé. Educadamente o senhor abriu um sorriso simpático e nos deu a direção. Depois daquela pequena troca de palavras tínhamos certeza que estávamos falando com um manézinho nato, pescador artesanal que sobrevive da primeira reserva marinha extrativista criada no Brasil.

Depois das indicações de direção com aquele sotaque ilhéu inconfundível, chegamos à sede da RESEX. Fomos logo recepcionadas pela gestora da UC, Fabiana Bertoncini. Conversamos durante horas, e passamos a ver a Reserva com outros olhos.

A RESEX Marinha do Pirajubaé (localização no mapa abaixo) encontra-se na Baía Sul da Ilha de Santa Catarina, no município de Florianópolis e possui uma área total de 1444 ha. É uma UC federal sendo seu órgão responsável o ICMBio.

É nessa área que ocorre o encontro das águas das duas Baías de Florianópolis, formando bancos de areia propícios para o desenvolvimento de espécies marinhas como camarão e berbigão. Além disso, a área protegida ainda abrange o manguezal do Rio Tavares (o mangue ainda mais preservado da ilha), que apesar de ser associado à local sujo por desconhecimento, é berçário de espécies marinhas, principalmente crustáceos (siris e caranguejos).

Hoje em dia o berbigão é um dos produtos mais destacados da atividade artesanal da RESEX, mas antigamente o camarão é que costumava ser o produto mais tradicional. Existem discussões em torno da construção da Via Expressa Sul e das dragagens feitas. Alguns indivíduos defendem que a dragagem foi feita em local indevido, ultrapassando os limites da UC e retirando areia dos bancos de areia onde eram os ecossistemas fundamentais para a sobrevivência dos animais e dos próprios pescadores. O que nos leva a crer que alguma coisa está MUITO errada. O EIA-RIMA estaria de acordo com a realidade?  Alguns outros obstáculos ainda impedem o desenvolvimento da Reserva.  Outro item que queremos destacar é a falta de saneamento! O esgoto costuma ser um dos maiores problemas para a região. A CASAN desejava realizar uma obra o qual influenciaria abruptamente a área protegida, causando poluição e contaminação na região. Por intervenções muito justas, a FATMA juntamente com o pessoal da RESEX conseguiu dispensar o licenciamento e ganhar na justiça.

 Entendemos que a RESEX não é um Parque Natural como o do Córrego Grande ou Lagoa do Peri, aberto a visitações e com programas ecológicos. Mas em questões culturais e mesmo biológicas, a Reserva Extrativista do Pirajubaé tem muito a oferecer. Os pescadores têm uma experiência e conhecimento do mar que, nós, alunas de Oceanografia dificilmente vamos ter ao final do curso. Além do mais a pesca industrial está acabando com nossos recursos, a cada ano estamos encontrando menor quantidade de peixe nos oceanos e colocando espécies a beira da extinção! Por que não dar um pouco mais de valor àqueles que vivem de uma forma sustentável? Não é essa a palavra chave que todos nós defendemos nos dias de hoje? SUSTENTABILIDADE?  

Essa Unidade de Conservação vem sendo apoiada com parceria da UNIVALI desde 1997, auxiliando no monitoramento da água e estudo de espécies marinhas. Sentimos falta da palavra UFSC, que não foi citada uma vez se quer. O plano de Manejo e a questão da fiscalização estão em andamento (finalmente, já que foi criada desde 1992).

A RESEX do Pirajubaé é uma Unidade peculiar e frágil. O mínimo que a população deve ter é respeito, principalmente na questão de lixo e aterro que junto ao esgoto vêm sendo os principais vilões desse ecossistema. Aos estudantes e universidade, talvez devêssemos refletir um pouco mais sobre o apoio e estudos dessa região. Para alunos interessados, conversamos sobre possibilidades de estágio e indicamos que procurem a sede da Unidade, pois houve um interesse quanto a estagiários.

Nosso post termina por aqui (ufa, cansamos)! Agradecemos muito pela atenção da gestora da UC, Fabiana Bertoncini que nos aturou incansavelmente e que nos demonstrou um carinho muito grande pelo local de trabalho. Administrar uma RESEX com um Conselho formado pela própria população não é uma tarefa fácil pois as decisões tomadas devem tentar satisfazer ao máximo cada membro do Conselho.

As fotos aqui postadas são pertencentes à uma exposição que fez parte de um projeto do curso de Fotografia da UNIVALI, com a iniciativa de alunos da professora  Helia Farías Spinoza.

Abaixo está um vídeo que achamos na internet sobre a RESEX do Pirajubaé. É uma reportagem produzida por Patrícia Silveira, com imagens de Fabiano Correia, para o Canal Futura.

 

Passado – Presente 26/06/2011

Filed under: Geral — projetomeuquintal @ 11:45 pm

 

Olá pessoal,

 

Vocês já deram uma olhada na página “Unidades de Conservação” aí em cima? Com ela, poderemos ter uma noção básica de como funciona esse sistema e em quais categorias as UC’s são divididas. Sim, as UC’s são divididas, e em duas categorias: de Proteção Integral e de Uso Sustentável. Sendo que ambas são divididas em diferentes modalidades, com diferentes graus de preservação. E apesar do conceito “Unidade de Conservação” ter surgido apenas em 2000, com a criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), o Brasil tem caminhado em direção a um país com políticas de proteção ambiental desde a década de 60.

Nesse início, foi criado um Conselho que nunca se reuniu, uma Secretaria que não possuía nenhum poder de polícia para coibir abusos e multar malfeitores do meio ambiente… Parecem ter sido inúteis essas primeiras movimentações, mas elas foram necessárias para que se observasse a necessidade de uma legislação mais clara e objetiva, com formulação de regras e normas.

Para isso, estabeleceu-se, em 1981, a Política Nacional do Meio Ambiente, através da Lei n º 6.938/1981.

  •  “Art. 2.º A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia a vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana (…).”

Essa lei também criou o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que faz parte do mesmo. O CONAMA tem a finalidade de assessorar e propor ao Conselho de Governo e demais órgãos ambientais diretrizes e políticas ambientais e de deliberar sobre normas e padrões para um ambiente ecologicamente equilibrado e essencial a sadia qualidade de vida. A missão principal do Conselho é a de regular o bom uso dos recursos naturais. Sendo que, ao Congresso, cabe legislar em sentido amplo, mas sem descer aos detalhes.

Com a Constituição Federal Brasileira de 1988, o Poder Público ficou incumbido de definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. Esses espaços eram tais como áreas de proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e reservas extrativistas.  Porém, não havia um instrumento legal que agisse para a criação e proteção dessas áreas de uma forma uniforme. Áreas de proteção ambiental eram criadas, por exemplo, mas cada uma tinha as suas diretrizes e, até mesmo o nome dado a cada uma com os mesmos propósitos, era diferente.

Com isso, em 2000, foi criado o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), estabelecendo critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação. E no ano de 2007, foi criado o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UC’s federais.

Isso foi apenas uma pincelada de como a política do meio ambiente em nosso país tem evoluído conforme os anos.

Acharam meio confuso? Calma, fica ainda um pouquinho pior conforme você vai conhecendo e vendo como o sistema funciona [ou não funciona] em nosso país. Através de nossas visitas às UC’s, nós temos tido a oportunidade de ver isso mais de perto e ver que não é fácil. E atavés deste blog, mostraremos para vocês.

Até breve!

 

Primeiros passos… 25/06/2011

Filed under: Geral — projetomeuquintal @ 7:47 pm

Olá a todos!!

Estamos com nosso Projeto em andamento! Nossos passos estão nos levando a um entendimento cada vez maior (e mais confuso) desse Sistema Ambiental tão complexo. Ao longo do nosso projeto vamos visitar áreas consideradas Unidades de Conservação marinhas e costeiras de Florianópolis.

 

Para quem desconhece os  órgãos responsáveis, são eles (referentes ao município de Florianópolis):

UC’s municipais – FLORAM (órgão responsável)

UC’s estaduais – FATMA (órgão responsável)

UC`s federais – ICMBio (órgão responsável)

 

Nosso caminho começou com a leitura de livros e pesquisa sobre algumas das UC’s da Ilha de Santa Catarina. Juntamente com algumas visitas já realizadas, percebemos o quanto existem pessoas com uma força de vontade inimaginável e como nosso governo dá pouca atenção em resolver problemas pequenos nessas áreas de tanta importância. Muita coisa está errada, muitas unidades não possuem plano de manejo, quiçá sede administrativa! Ao entrevistar alguns envolvidos com as Uc’s, sentimos claramente que há uma forte burocracia e negligência por trás de todo esse sistema.  

Apesar de falhas do nosso sistema ambiental na prática, acreditamos fielmente que as coisas estão melhorando e que cada vez mais estão aparecendo pessoas com competência e amor ao meio ambiente dispostas a mudar esse quadro. Queremos divulgar a todos o quanto nosso quintal de casa é precioso. E lembrem-se, não são leis nem placas que protegem essas áreas, somos nós.   

Abaixo em anexo um mapa retirado do Coletivo UC da Ilha com as Unidades de Conservação da Ilha de Santa Catarina, as quais pretendemos visitar e divulgar aqui.

 

Projeto Conhecer para Proteger 14/06/2011

Filed under: Geral — projetomeuquintal @ 5:02 pm

Bem vindo ao blog Meu Quintal!

Nosso primeiro post é apenas um pequeno pedaço do que está por vir.

Através da nossa iniciativa (alunas da Oceanografia – UFSC – (quem somos) desenvolvemos o Projeto Conhecer para Proteger em conjunto com o blog Meu Quintal, o qual servirá como ferramenta de divulgação da situação atual das Unidades de Conservação da Grande  Florianópolis.

Aqui é um espaço exclusivo para informações relacionadas às  Unidades de Conservação.  Faremos entrevistas com órgãos responsáveis, chefes administrativos das unidades e pessoas fortemente envolvidas com essas áreas de extrema importância ambiental [muitas vezes desconhecidas]. Tentaremos esclarecer de uma maneria simples e acessível como funcionam o monitoramento dessas áreas e quais trabalhos e ações estão sendo feitos para a preservação e proteção destas.  Além disso, para os estudantes interessados nessa área, estaremos trazendo informações sobre disponibilidade de estágios e voluntariado.

 

Sejam todos bem vindos!

 

* Todas as matérias, opiniões e críticas aqui divulgadas são de exclusiva responsabilidade e criação das autoras.

** Agradecimento à Família Costa pela foto de um cantinho na Barra da Lagoa/Florianópolis.